Seu nome João das Dores, assim era conhecido.
Detestava a música e um ódio mortal a ouvir. Abomina as mulheres, as flores, as crianças, não bebia, não fumava. O amigo mais próximo diz: "Conheço-o, há mais de dez anos, e jamais pude compreender o seu cérebro desordenado de maluco. Repudiava o amor. E não a quem o convença. È absolutamente incompreensível em matéria de amor e de arte. Só uma causa o atraia, o horror!"
"Imagina, por exemplo, que ele se enche de prazer, mas de um prazer selvagem e às vezes criminoso, ao ver ou ler um assassinato brutal, um desastre, a agonia do doente terminal, pra ele é sublime e analiza o fato saboreando-lhe o horror e sente através das frases lida, uma fina ironia demonstrada no seu rosto com sorriso mordaz de sinistro triunfo. Para ele foi um presente do dia, um feliz acontecimento.
Na morte de um dos nossos amigos, morte suicida, cortou a garganta com navalha. Lá estava ele no necrotério, o João das Dores, radiante, as mãos juntas em incessante movimentos demonstrando o prazer mórbido diante do fúnebre caixão. Via-se levemente o sorriso nós lábios e os olhos em movimento. Uma figura em possessão. Mas, jamais praticou um delito.
Não sei se podíamos chamá-lo de amigo, fora do momento doentio era inteligente, prazeroso em conhecimentos gerais. Isolava-se quando queria da família e dos amigos. Era jovem, nunca alegre, olhar penetrante, belo na aparência e extremamente assustador no proceder, cuja mente leva a agonia e ao extâse da morte. Terminou seus dias de vida no obscuro quarto de manicômio sem muito esclarecimento dos familiares". Uma mente sem estudos.
Não sei se podíamos chamá-lo de amigo, fora do momento doentio era inteligente, prazeroso em conhecimentos gerais. Isolava-se quando queria da família e dos amigos. Era jovem, nunca alegre, olhar penetrante, belo na aparência e extremamente assustador no proceder, cuja mente leva a agonia e ao extâse da morte. Terminou seus dias de vida no obscuro quarto de manicômio sem muito esclarecimento dos familiares". Uma mente sem estudos.
O comportamento do ser humano é complexo, avalia-se com o que apresenta e traduz para a ciência o que não pode resolver.
OBS:Com base verídico em depoimento de pessoa fidedigno.
OBS:Com base verídico em depoimento de pessoa fidedigno.
Álvaro B. Marques
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