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terça-feira, 18 de outubro de 2016

O VALOR DA ESCRITA

                                                    


Não basta saber falar, mas necessariamente saber escrever.
Nosso idioma começa com ABC e termina com as últimas letras do alfabeto com pouco uso no nosso Português. No passado, não muito distante, nossos antepassados tinham por hábito escrever muitas cartas e bilhetes para parentes e amigos no Português Clássico para minoria de leitores que sabiam ler e escrever o que não representava a maioria da população brasileira que era composta de descendente de índios com dialetos Tupi e Guarani e africanos com suas linguagens em yorubá e bandos. Daí surgiu novas interpretações de palavras na cultura brasileira.
Nossos parentes no passado levaram dias ou meses para receber ansiosos, respostas das cartas enviadas, geralmente longas e assuntos diversos. A correspondência entre as pessoas evoluíram bastante. O tempo passou e o poder de comunicação foi crescendo com a velocidade do tempo. Hoje, pouco se escreve cartas, diria até que não mais escreve. As novas ferramentas da comunicação sem muita exigência do português ou outro idioma correm por meios instantâneos no piscar dos olhos, temos respostas. A criação americana da Internet com outros aplicativos, principalmente agora o Whatsapp deixa o apressado comunicador a abreviar palavras e faz da escrita adivinhações em Português. Estimulam os pensamentos rápidos com a redução de palavras. Está si criando no meio de jovens, hábitos que não é normal de ficar diante do aparelho a dedilhar palavras e leituras diversas em assuntos secretos e perigosos, deixam até seus afazeres, se isolam da comunidade só para ter um novo lazer. Usa o aparelho como entretenimento, o vício da Internet. Esquecem o raciocínio em cálculos, dá preguiça ler qualquer livro. Dizem “o aparelho tem tudo” uma nova forma de viver, será que é mesmo? Devemos acompanhar a evolução mas não podemos esquecer a cultura.
Ainda sou “pirata” dos livros que nos leva a grandes viagens e descobertas maravilhosas. O escritor transpõe para o papel a sua imaginação, criando formula, conceito, regras, sonhos e prazeres em qualquer idioma falado e escrito. A escrita não tem limite em palavras é a expressão máxima do ser humano.


Álvaro B. Marques
SSA,13.10.2016.


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